O câncer do intestino grosso (cólon) é um dos tumores mais comuns, sendo considerado o segundo mais prevalente no mundo e a terceira neoplasia mais diagnosticada nos Estados Unidos. É responsável por aproximadamente 10% das mortes por câncer nos países ocidentais. Segundo dados do INCA (Instituto Nacional do Câncer), sem considerar os tumores de pele não melanoma, o câncer de cólon e reto em homens é o segundo mais frequente na região Sudeste (22,67/ 100 mil) e terceiro nas regiões Sul (20,43/ 100 mil) e Centro-Oeste (12,22/ 100 mil). Para as mulheres, é o segundo mais frequente nas regiões Sudeste (24,56/ 100 mil) e Sul (21,85/ 100 mil).
O desenvolvimento do câncer do intestino grosso é o resultado da interação entre fatores endógenos e ambientais, sendo um dos mais notáveis a dieta. Para o câncer de cólon e reto, os fatores protetores mais importantes são a atividade física e o consumo de alimentos que contêm fibra dietética, ou seja, aqueles de origem vegetal, tais como: frutas, hortaliças (legumes e verduras) e cereais integrais. Por outro lado, são fatores de risco para esse tipo de câncer: carne vermelha, carnes processadas (como mortadelas, presuntos, salsichas, linguiças), bebidas alcoólicas, tabagismo, gordura corporal e abdominal. Outros fatores de risco são a história familiar de câncer colorretal, a predisposição genética ao desenvolvimento de doenças crônicas do intestino e a idade, uma vez que tanto a incidência quanto a mortalidade aumentam com o passar dos anos. Apesar disso, a maioria dos cânceres de cólon e reto (cerca de 75%) se dá de forma esporádica (pacientes sem história familiar de câncer), surgindo de mutações genéticas.
O desenvolvimento do câncer colorretal ocorre pelo resultado da transformação da mucosa do intestino grosso normal em lesões benignas denominadas pólipos, que posteriormente evoluem para lesões malignas, os adenocarcinomas. A progressão é lenta, geralmente levando vários anos.
Por este motivo, a prevenção do câncer do intestino, com a busca de lesões ainda benignas (os pólipos) através da colonoscopia (endoscopia do intestino grosso), é fundamental para conter o desenvolvimento da doença. Somente o diagnostico precoce possibilita o tratamento eficaz e definitivo. O paciente quando começa a apresentar sintomas (alteração do padrão intestinal costumeiro, sangramento nas fezes, emagrecimento), geralmente o tumor já está em estado avançado, restando menores alternativas para o seu tratamento. Desta forma, todas as pessoas, mesmo que não apresentem sintomas, devem ser submetidas a colonoscopia aos 50 anos. Pacientes com história familiar de câncer devem fazer seu exame antes dos 50 anos, de acordo com a avaliação do seu médico.
A colonoscopia (endoscopia do intestino grosso) é um método diagnostico onde o médico endoscopista é capaz de analisar com detalhes a mucosa do aparelho digestivo (sistema digestório) através da passagem pelo ânus de um tubo de fibra ótica com uma câmera na ponta e, se encontrada alguma lesão, pode-se remove-la no mesmo momento. Atualmente o exame é feito com acompanhamento integral de um médico anestesiologista, trazendo total conforto ao paciente.
