A unidade de coloproctologia visa atender homens e mulheres com doenças clínico-cirúrgicas do ânus, reto e cólons. Atua na avaliação, prevenção e diagnóstico precoce das mais diversas patologias coloproctológicas.

Doenças Tratadas na Unidade de Coloproctologia

Inflamação que acomete a pele e o tecido subcutâneo da região interglútea, a uns cinco a oito centímetros do ânus. O termo pilonidal tem origem no Latim e significa ninho de pelos. Costuma surgir mais em homens entre 15 e 30 anos de idade.

Causas

As causas são desconhecidas, mas entre os motivos mais aceitos na comunidade médica, estão: atrito do pelos com pressão e calor, mudanças hormonais na puberdade com alteração nas glândulas sebáceas e até traumas locais que fariam o pelo crescer para dentro.

Sintomas 

– dor ou desconforto na região

– aumento de volume com a formação de um nódulo, associado a calor e vermelhidão local

– saída de secreção mal cheirosa

Tratamento

Depende da fase em que o cisto se encontra, podendo ser drenagem, uso de antibióticos e até cirúrgico.

Denomina-se constipação nos casos de evacuação a cada 3 ou mais dias ou fezes ressequidas de difícil eliminação. A situação é bem desconfortável e pode ser acompanhada de cólicas abdominais. É muito mais frequente em mulheres e na grande maioria é uma situação crônica.

Causas:  pouco consumo de água e fibras, interrupção da rotina e/ou dieta, sedentarismo, estresse, uso de alguns medicamentos, entre outras causas.

Tratamento: na maioria das vezes, basta fazer mudanças na alimentação e estilo de vida. Porém, há situações mais sérias que precisam de intervenção médica para tratamento com medicamentos ou até procedimentos cirúrgicos.

Vale alertar que o aparecimento de constipação intestinal em indivíduo que antes não apresentava esse problema, ou dor anal, sangramentos, tem indicação formal de avaliação médica. Essas situações podem ser causadas por doenças do intestino, necessitam ser investigadas e tratadas. Fique atento!

Doença Inflamatória Intestinal (DII) é uma denominação utilizada para duas doenças distintas: a Doença de Crohn e a Retocolite Ulcerativa.

As Doenças Inflamatórias Intestinais afetam mais frequentemente jovens entre 20 e 40 anos. Entretanto, observa-se uma maior incidência da doença também em pacientes acima dos 55 anos. Não se sabe exatamente a causa, mas sabemos que ocorre um desequilíbrio na resposta imunológica em nível intestinal, o qual leva a um processo inflamatório crônico do aparelho digestivo.

Doença de Crohn

A Doença de Crohn é uma doença que cursa com inflamação em uma ou mais regiões do tubo digestivo. Pode acometer desde a boca, esôfago, passando pelo estômago, intestino delgado e grosso. A região mais comumente envolvida é o final do intestino delgado e o início do intestino grosso, também chamada de região ileocecal. Comumente gera diarreia e dor abdominal, podendo levar a ocorrência de estreitamentos (estenoses), fístulas (comunicação entre alças intestinais ou com outros órgãos) e abscessos. A evolução da doença e o atraso no inicio do tratamento correto muitas vezes leva a complicações que acabam em necessidade de cirurgia. Como a Doença de Crohn frequentemente envolve o intestino delgado, que é o local de absorção de nutrientes e vitaminas, os pacientes podem apresentar diversas deficiências nutricionais e de vitaminas, as quais devem ser avaliadas e corrigidas. A correta avaliação e diagnóstico, bem como a pronta instituição de tratamento eficaz são medidas de extrema importância para o seguimento de longo prazo da doença, prevenindo as suas complicações.

Retocolite Ulcerativa

A Retocolite Ulcerativa é uma doença crônica que afeta o intestino grosso em sua camada mais superficial: a mucosa.  O processo inflamatório pode afetar tão somente o reto (segmento mais próximo ao ânus) ou até mesmo todo o intestino grosso. Os principais sintomas são a diarréia, a perda de sangue e muco pelas fezes e a dor abdominal. Quando a inflamação não é bem controlada, crises graves podem ocorrer, gerando a necessidade de internações hospitalares e, em casos muito graves, a retirada de todo o intestino grosso pode ser necessária.

O início dos sintomas é usualmente gradual. A intensidade dos sintomas pode ser leve, com quatro ou menos evacuações diarreicas ao dia, com ou sem sangue, até mais do que 10 evacuações por dia, com grande comprometimento da qualidade de vida.

Os pacientes podem ter sintomas sistêmicos como febre, fadiga, anemia, dores articulares e perda de peso, sintomas que podem ocorrer tanto na Doença de Crohn como na Retocolite Ulcerativa.

É a comunicação entre dois lugares que não deveria existir. Normalmente, se dá de uma região onde existem glândulas dentro do canal anal com a pele da região perianal.

Causa 

Obstrução nas glândulas na região anal com formação de um abcesso com secreção

Sintomas 

– Saída de secreção da região perianal

– Umidade

– Secreção na roupa íntima

– Dor local

– Sensação de saliência ou volume

– Acúmulo de secreção com calor

Diagnóstico 

Exame físico proctológico

Tratamento

A técnica para eliminar a fístula é sempre cirúrgica e visa a preservação do esfíncter anal. Quanto mais distante da borda do ânus, mais músculos são comprometidos. Isso determina o tipo de cirurgia e serão necessárias mais etapas.

Um problema comum, muitas vez confundido com hemorroida, é a fissura anal. Ela atinge adultos jovens e se caracteriza por um corte ou ruptura da mucosa do canal anal. Os pacientes sentem dor ao avacuar e há presença de sangramento. Além disso, coceira e inchaço também podem surgir.
Trauma na região, dificuldade para evacuar e diarreia estão entre as causas da fissura. Doenças como retocolite ulcerativa, doença de Crohn, tuberculose e doenças sexualmente transmissíveis, além do câncer também podem estar ligadas às lesões. O médico proctologista lhe orientará sobre questões dietético, higiênicas importantes e o uso de pomadas.

Doenças como Diabetes, histórico de derrame, traumas ou cirurgias na região do ânus e genitais estão entre as condições que favorecem a incontinência fecal.
A incontinência fecal se caracteriza por uma dificuldade em controlar a eliminação de gases, fezes ou ambos.
O coloproctologista é o medico que habitualmente conduz o tratamento para esta condição.

Surge depois que os pacientes percebem alguma alteração na região anal. Porém, existem outros problemas que afetam a área. Nem sempre dor, sangramento e saída de secreção é hemorroida.

Atenção – não existe um sintoma de hemorroida, que afinal todos temos. Esse é nome dos coxins vasculares internos e externos do canal anal.

É importante passar pelo especialista para fazer uma avaliação porque os sintomas podem ser da região perto do ânus ou no intestino – cólon e reto – e confundir com hemorroidas .

O paciente pode apresentar sangramento, sensação de volume, dificuldade para evacuar e até ser assintomático. Se o diagnóstico for confirmado, o coloproctologista vai indicar quais mudanças de hábitos devem ser feitas para evitar a piora do quadro.

A síndrome do intestino irritável pode ter várias apresentações, tais como diarreia, constipação, distensão abdominal, dor abdominal ou até mesmo uma associação destes sintomas.
A avaliação do médico gastroenterologista é primordial, devido ao fato de que para se fazer o diagnóstico é necessária a exclusão de outras causas para os sintomas.
Na síndrome, após exaustiva avaliação clínica, endoscópica e laboratorial, não se identifica nenhum fator desencadeante orgânico, como o câncer ou as doenças inflamatórias do intestino. No tratamento são utilizados medicamentos, orientação nutricional e até mesmo avaliação e acompanhamento psicológica, visto que a maioria dos pacientes com intestino irritável podem apresentar transtornos de ansiedade ou depressão.

Os sintomas mais comuns do Câncer Colorretal são: anemia, hemorragias e perda de peso. O tratamento é, sempre que possível, cirúrgico. Os tumores começam na parte do intestino grosso chamada cólon e no reto (final do intestino, imediatamente antes do ânus) e ânus. Grande parte deles inicia a partir de pólipos, lesões benignas que podem crescer na parede interna do intestino. A manutenção do peso corporal adequado, a prática de atividade física, assim como a alimentação saudável são fundamentais para a prevenção do câncer.