Você sabia que uma porcentagem importante das pessoas tem pedra na vesícula? Adultos e idosos, principalmente as mulheres, obesos e quem tem casos na família são os mais afetados pela doença.
As pedras ou cálculos se formam com o aumento de substâncias, como bilirrubinato de colesterol e pigmentos, na bile – responsável por ajudar na digestão dos alimentos gordurosos. Elas se acumulam na vesícula e com o passar dos meses ou anos viram pedras. A quantidade, forma e o tamanho destes cálculos variam muito. Há casos de pacientes com dezenas de pedras, sendo que elas podem ter de 1 mm ou até 15 cm.
Os sintomas da doença podem ser intensos e graves. Os mais comuns são a cólica biliar: dor forte no abdome, no lado direito ou na boca do estômago, náuseas e vômitos repetidos. A complicação mais grave pode ser causada por uma única e pequena pedra: a pancreatite aguda (inflamação no pâncreas). O melhor método para diagnosticar pedra na vesícula é a ultrassonografia ou ecografia do abdome.
O tratamento ideal é a retirada da vesícula biliar, por
videolaparoscopia. A internação hospitalar é rápida (um dia) e a recuperação do paciente é breve, podendo voltar as atividades em até 3 dias. Todos os pacientes que apresentam sintomas devem ser operados porque a possibilidade de se repetirem as dores ou outras complicações é muito elevada.
É importante ressaltar que o paciente não vai precisar modificar a dieta após a operação. A vesícula com cálculos tem sua função de armazenar a bile prejudicada. A produção da bile pelo fígado continua normal, não havendo nenhuma sequela após a retirada da vesícula com cálculos.
