Mulheres e crescimento do câncer colorretal - Instituto do Aparelho Digestivo

Mulheres e crescimento do câncer colorretal

O câncer colorretal vêm aumentando a sua incidência ao logo do tempo, em ambos os sexos, em todo o mundo. Em termos de Brasil, particularmente em mulheres, moradoras da regiões sul-sudeste esta tendência é ainda mais perceptível, chegando a atingir a marca de 2° câncer mais frequente em mulheres (somente atrás do Câncer de Mama).

O primeiro fator que justifica tal ocorrência diz respeito ao declínio muito acentuado do Câncer de Colo de Útero, que habitualmente ocupava a segunda posição em termos de incidência de câncer. O câncer de colo de útero está associado a falta de acesso aos exames preventivos, o conhecido “papa-nicolau”. Assim comunidades que possuem mais acesso ao atendimento médico (caso das regiões Sul e Sudeste), tendem a diminuir drasticamente a sua incidência.

O segundo fator que podemos citar diz respeito a ocidentalização da dieta nestas regiões. Explico: o aumento de consumo de alimentos ultra-processados ou fast food (dieta dita ocidental), nos coloca em patamares muito semelhantes a nações desenvolvidas, que há muitos anos possuem taxas de câncer colorretal elevadíssimas.

O terceiro fator diz respeito a comunicação aos órgãos competentes. É indiscutível que a região sul e sudeste possuem um sistema de notificação de casos muito mais apurado que as demais regiões do país. Em função de tal medida, mais casos são registrados e consequente o número absoluto de pacientes com diagnóstico de câncer colorretal tende a ser maior, em relação ap locais em que a notificação não é realizada de forma adequada ou completa.

E o quarto e último fator, particularmente associado à cultura alimentar da região sul, se refere a ingesta exagerada da carne vermelha. A carne vermelha, principalmente se preparada da forma de churrasco, assada ou frita (calor seco), expõe ao alimento a altas temperaturas, o que ocasiona a formação de compostos nitrosos e hidrocarbonetos aromáticos. As preparações consideradas mais saudáveis da carne seriam através do “calor úmido, ou seja, na forma de ensopado, cozida ou guisado. A recomendação do Instituto Nacional do Câncer (INCA) em relação a ingestão de carne seria de 500 mg de carne já cozida ao longo de uma semana ou 750 mg/semana de carne in natura, na preparação cozida, preferencialmente de forma fresca (não maturada).

ENTRE EM CONTATO
Agendar consulta