3 tipos de tumores de estômago - Instituto do Aparelho Digestivo

3 tipos de tumores de estômago

O câncer de estômago é o terceiro tipo mais frequente entre homens e o quinto entre as mulheres, segundo o Instituto Nacional do Câncer. O adenocarcinoma é responsável por cerca de 95% dos casos, atingido, em sua maioria, homens por volta dos 60-70 anos.
Os 5% restantes se dividem em outros subtipos! Os linfomas e sarcomas também podem atingir o estômago. Os linfomas são cerca de 3% dos casos. Já os sarcomas são raros, iniciados nos tecidos que dão origem a músculos, ossos e cartilagens. Geralmente, o tipo que afeta o estômago é o tumor estromal gastrointestinal (GIST), que na maioria das vezes necessita ser operado, mas em geral tem otima evolução!
Perda de peso e de apetite, fadiga, sensação de estômago cheio, vômitos, náuseas e desconforto abdominal podem ser sinais da doença. O diagnóstico é feito pelaendoscopiadigestiva alta.

Prevenção
Para prevenir o câncer de estômago é fundamental uma dieta balanceada composta de vegetais crus, frutas cítricas e alimentos ricos em fibras. Além disso, é importante o combate ao tabagismo e diminuição da ingestão de bebidas alcoólicas.

Detecção Precoce
A detecção precoce pode ser feita por rastreamento populacional, através de exame radiológico contrastado do estômago. Este procedimento é indicado somente para pessoas que residem em áreas com elevado índice de incidência e mortalidade, como o Japão.

No entanto, ao sentir sintomas digestivos como dor de estômago, saciedade precoce ou vômitos, inclusive hemorrágicos, procure um especialista.

Sintomas
Não há sintomas específicos do câncer de estômago. Porém, algumas características como perda de peso, anorexia, fadiga, sensação de plenitude gástrica, vômitos, náuseas e desconforto abdominal persistente podem indicar uma doença benigna ou mesmo o câncer de estômago.

Massa palpável na parte superior do abdome, aumento do tamanho do fígado e presença de linfonodo (íngua) na região supraclavicular esquerda (região inferior do pescoço) e nódulos periumbilicais indicam o estágio avançado da doença.

Sangramentos gástricos são incomuns em lesões malignas, entretanto, a hematemese (vômito com sangue) ocorre em cerca de 10 a 15% dos casos de câncer de estômago.

Diagnóstico
Um número elevado de casos de câncer de estômago é diagnosticado em estágio avançado devido aos sintomas vagos e não específicos. Embora a taxa de mortalidade permaneça alta, um significativo desenvolvimento no diagnóstico deste tipo de câncer permitiu a ampliação do número de detecções de lesões precoces. Atualmente são utilizados dois exames na detecção deste tipo de câncer: a endoscopia digestiva alta, o método mais eficiente, e o exame radiológico contrastado do estômago. A endoscopia permite a avaliação visual da lesão, a realização de biópsias e a avaliação citológica da mesma. È o principal exame diagnóstico e deve ser estimulada sua realização nas pessoas com fatores de risco acima mencionados. Através da ultrassonografia endoscópica é possível avaliar o comprometimento do tumor na parede gástrica, a propagação a estruturas adjacentes e os linfonodos.

Tratamento
O tratamento cirúrgico é a principal alternativa terapêutica para o câncer de estômago. A cirurgia de ressecção (gastrectomias) de parte ou de todo o estômago associada à retirada de linfonodos, além de permitir ao paciente um alívio dos sintomas, é a única chance de cura. Para determinar a melhor abordagem cirúrgica, deve-se considerar a localização, tamanho, padrão e extensão da disseminação e tipo histológico do tumor. São também esses fatores que determinam o prognóstico do paciente. A radioterapia e a quimioterapia são considerados tratamentos secundários que associados à cirurgia podem determinar melhor resposta ao tratamento. Quando o tratamento cirúrgico ocorre nas fases iniciais a taxa de cura pode ser superior a 90%.

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