Dor intensa no abdome? Se o sintoma tem surgido no lado direito da barriga ou na boca do estômago, pode ser pedra na vesícula! Qualquer pessoa pode ter o problema, mas é mais comum nos seguintes casos:
Idade – é mais comum nos adultos e idosos
Mulher – mais comuns nas mulheres que nos homens, principalmente nas que já ficaram grávidas
Obesidade – quanto mais gordo, maior a possibilidade, porém não exclui os magros
Hereditariedade – as pessoas que têm familiares com cálculo possuem mais chance de ter esta doença
Como a pedra se forma? A bile é produzida no fígado e eliminada no intestino. Ela ajuda na digestão dos alimentos gordurosos e contém várias substâncias, entre as quais colesterol e pigmentos. Quando algumas dessas substâncias aumentam em quantidade na bile, podem se depositar na vesícula. Com o passar do tempo, estes depósitos se unem e formam os cálculos.
Fique de olho na evolução dos sintomas! Náuseas, vômitos repetidos e dor, são sinais de inflamação ou infecção da vesícula (colecistite aguda), infecção na bile (colangite), icterícia (amarelão), ou pancreatite aguda (inflamação do pâncreas) que são situações graves e o médico deve ser procurado. A única forma de tratamento da pedra ou cálculo da vesícula é a retirada da vesícula biliar (colecistectomia).
Após a retirada da vesícula, vou ter algumas restrições na minha alimentação?
Você não precisará modificar a sua dieta após a operação, porque a vesícula tem uma função pouco importante no organismo, que é a de armazenar bile. Esta função está prejudicada na pessoa que tem cálculos. A produção da bile pelo fígado continua normal após a retirada da vesícula. Não existe nenhuma seqüela ou conseqüência para o organismo após a retirada da vesícula com cálculos.
Exames pré-operatórios:
- Ecografia do Abdome
- Radiogarfia do Tórax
- Eletrocardiograma
- Exames Laboratoriais (hemograma, plaquetas, tempo de protrombina, glicemia, creatinina, bilirrubinas, enzimas hepáticas, etc)
Vantagens do tratamento cirúrgico
- Recuperação rápida, pois a maioria dos pacientes fica internada no hospital somente 1 dia, com retorno ao trabalho precoce e a liberação para atividades esportivas em 15 a 20 dias
- Resolução completa e definitiva da doença
- Pouca dor pós-operatória e cicatriz cirúrgica mínima
- Risco de infecção pequeno
Complicações da colecistectomia
Como em qualquer procedimento cirúrgico podem ocorrer eventos como sangramento, infecção, e riscos da anestesia, entre outros. Caso não seja possível realizar a operação pela técnica videolaparoscópica (“técnica dos furinhos”), poderá ser necessário fazer uma incisão (corte) maior no seu abdômen para terminar a operação. Os riscos da operação são mais comuns nos pacientes que apresentam doença grave ou complicações pré-operatórias como inflamação da vesícula (colecistite aguda), icterícia, pancreatite aguda, migração de cálculos para o canal da bile, infecção da bile, etc. Nestas situações, a cirurgia é de urgência e mais difícil de ser executada. Por estes motivos a indicação precoce da cirurgia evita estas complicações graves.
