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iaD - Instituto do Aparelho Digestivo
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Gastropediatria IAD
IAD Unidade de Gastropediatria IAD

A Unidade de gastropediatria dedica-se ao atendimento de crianças e adolescentes com doenças do aparelho digestivo, principalmente Refluxo Gastroesofágico, Alergias alimentares, intolerância à lactose, constipação, dor abdominal e doenças do fígado e vias biliares.

Na faixa etária dos bebês, as principais queixas são o choro excessivo, as cólicas e o não ganho de peso. Nas crianças maiores, os principais sintomas a serem investigados são as dores abdominais, as náuseas e os vômitos, as diarreias, o sangue nas fezes, a constipação intestinal.

Refluxo Gastroesofágico

O que é?
O refluxo gastroesofágico ocorre quando o conteúdo do estômago volta para o esôfago ou mais para cima. Há entre o esôfago e o estômago vários tipos de mecanismos de proteção contra o refluxo, mas esses mecanismos não funcionam bem no bebê, por imaturidade. Como no estômago existe o ácido gástrico, necessário para a digestão dos alimentos, o que volta, então, é um líquido ácido. Esse ácido não deve permanecer normalmente no esôfago. Se isso acontecer ele pode ocasionar inflamação do esôfago e dor, que seria o correspondente da azia nas crianças maiores e nos adultos.

É normal que todas as pessoas - adultos e crianças - apresentem um pouco de refluxo em certos momentos do dia, principalmente após as refeições. São períodos curtos, considerados normais, em que há volta de conteúdo do estômago para o esôfago. Esse refluxo é chamado FISIOLÓGICO ou normal. O período que se considera “após as refeições” é de, mais ou menos, 2 horas. Os bebês recém nascidos ou as crianças no primeiro ano de vida comem muito mais frequentemente do que os adultos (no início até de 1 em 1 ou 2 em 2 horas), por isso têm normalmente, muito mais episódios de refluxo. Eles estão quase sempre no período “após a refeição”, pois comem muito mais seguidamente. Além disso, nas crianças pequenas, os mecanismos de proteção contra essa presença do ácido no esôfago estão ainda imaturos, fazendo com que o refluxo seja um fenômeno muito mais frequente.

Portanto, é normal ter refluxo gastroesofágico, principalmente no primeiro ano de vida. É normal vomitar e regurgitar nos primeiros meses de vida, desde que a criança ganhe peso adequadamente e que não tenha sintomas, tipo dor ou azia. Esses bebês são chamados “regurgitadores felizes” (happy spitters) , pois vomitam ou regurgitam e estão sempre bem, sem sintomas e crescendo normalmente.

A volta dos conteúdos do estômago para o esôfago (refluxo) pode ficar somente no esôfago, pode ir até a garganta ou pode sair pela boca, configurando o vômito ou a regurgitação.

Por isso, os bebês vomitam e regurgitam com tanta frequência no primeiro ano de vida. Quanto menores eles são, menos desenvolvidos estão os mecanismos de defesa e mais imaturos, fazendo com que nessa idade os episódios de refluxo sejam bem mais frequentes.

Então, duas coisas são importantes em relação ao refluxo fisiológico:
1. Refluxo fisiológico NÃO necessita exames e nem tratamento com medicamentos e;
2. O tempo é o principal aliado do refluxo, pois o amadurecimento da criança vai fazer o refluxo ir desaparecendo.

Quando o refluxo se torna doença?
O refluxo se torna doença quando ele provoca sintomas ou algum prejuízo para o bebê. Por exemplo, perda ou não ganho de peso, choro, irritabilidade, recusa alimentar, anemia, vômitos com sangue podem ser sintomas de refluxo-doença.

O refluxo se torna doença quando começa a atrapalhar o crescimento e o desenvolvimento normal da criança; quando, ao invés de ser um bebê feliz, calmo, transforma –se em uma criança irritada, chorona, que não dorme bem, magrinha, que não come, etc. Isso acontece porque o ácido que volta do estômago está vencendo os mecanismos de defesa e está fazendo mal para o esôfago ou está lesando alguma estrutura e desencadeando sintomas.

A presença do ácido no esôfago por muito tempo pode ocasionar azia ou dor, pode causar inflamação do esôfago, chamada esofagite. Pode também levar a outros sintomas como as infecções respiratórias de repetição. O ácido pode causar sintomas no local onde ele está ou pode desencadear sintomas em outros locais, por estimular nervos que vão para esses outros locais. Então, por exemplo, se o bebê aspira aquele conteúdo ácido que voltou até a garganta, ele pode ter uma pneumonia de aspiração ou pode ter cianose (ficar roxo). Se o ácido fica muito tempo no esôfago, a criança pode vomitar com sangue ou ter muita azia.

O refluxo-doença, ou a doença do refluxo gastroesofágico, ao contrário do refluxo fisiológico, necessita tratamento e, às vezes, exames diagnósticos. Esses bebês necessitam ser atendidos pelo seu pediatra e pelo gastro pediatra.

Tratamento:
A doença do Refluxo pode ser tratada com medidas gerais como dar comida em menor quantidade e mais frequentemente ou levantar a cabeceira da cama. Na criança maior procura-se que não haja exageros em comidas gordurosas, apimentadas, refrigerantes e chocolates. O leite, em alguns pacientes, pode provocar azia.

Em relação aos medicamentos, usa-se os antiácidos como a Ranitidina (Label) e o omeprazol. Nos bebês, pode-se iniciar com Label, pois não existe fórmula líquida de omeprazol. Mais tarde, ou se for necessário um tratamento mais agressivo, pode-se utilizar Losec Mups ou Nexium, que são as formulações de comprimidos solúveis de omeprazol.
Pode-se lançar mão também da Domperidona (Motilium), com cuidado, pois essa pode aumentar as cólicas ou dar agitação nos bebês pequenos.

Essa medicação é utilizada nas crianças que vomitam muito ou que têm sintomas de alteração da motilidade.

 

Tratamentos da Unidade

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