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Gastropediatria IAD
IAD Unidade de Gastropediatria IAD

A Unidade de gastropediatria dedica-se ao atendimento de crianças e adolescentes com doenças do aparelho digestivo, principalmente Refluxo Gastroesofágico, Alergias alimentares, intolerância à lactose, constipação, dor abdominal e doenças do fígado e vias biliares.

Na faixa etária dos bebês, as principais queixas são o choro excessivo, as cólicas e o não ganho de peso. Nas crianças maiores, os principais sintomas a serem investigados são as dores abdominais, as náuseas e os vômitos, as diarreias, o sangue nas fezes, a constipação intestinal.

Alergia Alimentar

A alergia alimentar é uma resposta exagerada do organismo a um determinado elemento presente em um alimento específico. É uma reação adversa às proteínas da dieta, que vem preocupando de maneira crescente a comunidade, tanto nos países desenvolvidos como naqueles em desenvolvimento.

Essa reação é sempre mediada imunologicamente, ou seja, envolve antígenos, anticorpos, substâncias inflamatórias, etc. A substância presente no alimento geralmente é uma proteína ou uma fração protéica, que é reconhecida com “estranha” (chamada alérgeno ou antígeno). O organismo então reage contra essa proteína estranha, tentando eliminá-la. Depois de ocorrer a primeira reação, cada vez que o organismo entra em contato com aquela “proteína estranha”, ele reage com uma reação clínica reproduzível, ou seja, repete os sintomas apresentados.

Os sintomas podem ser muito diversos, dependendo do tipo de reação.

Existem basicamente dois tipos de reação:

- Reação imediata: é quando os sintomas acontecem minutos ou até 2 horas após a ingestão do alimento. Nesse caso, podem ocorrer reações cutâneas (que envolvem a pele) como urticária, inchaço, coceira, eczema e lesões vermelhas tipo placas. Podem ocorrer também sintomas respiratórios como tosse, rouquidão e chiado no peito ou sintomas digestivos, como diarreia, vômitos e dor abdominal. Pode ocorrer uma reação anafilática, que é uma reação grave, com liberação maciça de substâncias químicas, inflamatórias, que necessita socorro imediato.

As reações anafiláticas desencadeadas por alimentos são raras, principalmente em crianças pequenas, mas em situações excepcionais o alimento pode provocar o aparecimento de inchaços, coceira generalizada, tosse, rouquidão (edema de glote), diarreia, dor abdominal, vômitos, chiado no peito e evoluir para um quadro mais grave (choque anafilático).

No caso das reações imediatas, os testes de alergia (exames de sangue = RAST, Prick e Patch test) podem ser úteis.

- Reação tardia: é quando os sintomas aparecem mais tardiamente, ou seja, até 72 horas após a ingestão do alimento. Essas reações são mais difíceis de diagnosticar, pois demoram a acontecer e não existem exames bons para o seu diagnóstico. O diagnóstico é feito pelo que se chama “enfrentamento” ou seja, tira-se o alimento e a criança melhora, coloca-se de novo o alimento e as reações reaparecem.
A ecografia não é um bom exame para o diagnóstico.
Nos casos de reações tardias, os sintomas podem ser variados e, as vezes, subjetivos. Pode ocorrer desde choro ou irritabilidade, dor abdominal ou cólicas, vômitos eventuais, lesões de pele, até sangue nas fezes, vômitos com sangue, anemia, emagrecimento, etc.

Quais os alimentos mais frequentemente envolvidos na alergia alimentar?
O envolvimento dos alimentos depende da idade. No primeiro ano de vida o alimento mais envolvido é o leite de vaca. Também podem provocar alergia a soja, o ovo, as nozes em geral (amendoim, castanhas, caju, amêndoa), peixes e frutos do mar e trigo. Nas crianças maiores e nos adultos, as reações relacionadas a peixes e crustáceos e as nozes são mais comuns. Poucos alimentos são responsáveis pela maioria das reações de alergia alimentar. No primeiro ano de vida, a proteína do leite de vaca é a responsável pela grande maioria dos casos. Em segundo lugar vem a proteína da soja.

Os corantes, conservantes e aditivos alimentares também podem provocar reações adversas, mas essas são mais raras.

Qual a frequência da alergia alimentar?
As reações alérgicas alimentares acometem 6 a 8% das crianças até os 3 anos de idade e 2 a 3% dos adultos.
As alergias vêm aumentando muito no mundo todo. Não só as alergias alimentares, como a asma, a dermatite atópica e as rinites. Existem várias teorias sobre o aumento das alergias no mundo.

Se considerarmos as pessoas que se consideram alérgicas, ou os pais que consideram seus filhos alérgicos, esses números serão muito maiores, pois existem muita confusão entre alergia e outras reações não alérgicas.

A alergia ao leite de vaca é a mesma coisa que a intolerância à lactose?
Não. A alergia ao leite de vaca é uma reação imunológica (com formação de antígeno e anticorpo) contra a proteína do leite de vaca. A intolerância à lactose é a falta de uma enzima - chamada lactase - que desdobra o açúcar do leite, que é a lactose. Então, a alergia é um tipo de reação contra a proteína e a intolerância à lactose é outro tipo bem diferente de reação contra o açúcar do leite.

Como nós somos mamíferos e nos primeiros meses de vida nos alimentamos de leite exclusivamente, ou quase exclusivamente, nascemos com muita enzima para desdobrar o açúcar do leite. Então, a intolerância à lactose é quase inexistente nos primeiros anos de vida, a não ser que haja uma lesão do intestino e se perca a enzima lactase (pois ela se encontra nas vilosidades intestinais).

A intolerância à lactose é uma condição que afeta crianças maiores e adultos.

 

Tratamentos da Unidade

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